O nome do oceano Atlântico teve origem na mitologia grega e significa Mar de Atlas. Uma vez uma raça de gigantes chamados titãs, revoltou-se contra os deuses do Olímpo, e um deles foi castigado. Atlas ficou responsável por carregar o mundo e os céus nas suas costas. Transportar só o oceano Atlântico seria já um feito impressionante, visto ocupar um quinto da superfície terrestre! Neste oceano podemos encontrar tesouros que não se esgotam.
Peixes de formas curiosas surpreendem-nos a cada mergulho. Um dos peixes mais impressionantes é o peixe-lua. À primeira vista até poderíamos ter dúvidas se é mesmo um peixe ou se é um animal estranho vindo de um planeta distante. Arrisco até em dizer que a sua aparência bizarra lembra um peixe que viveu no tempo dos dinossauros. De facto, acredita-se que nada nos oceanos há muito, muito tempo. O seu corpo é redondo e achatado, como uma lua-cheia, e tem uma longa barbatana em cima e outra em baixo. Curiosamente não tem uma barbatana caudal, nadando, por isso, de um modo bastante estrambólico. Pode atingir os 3,5 metros de altura e pesar 2000 quilos. É o maior peixe ósseo existente! Este peixe gigante é, às vezes, visto a apanhar banhos de Sol, deitado na superfície do oceano. Os biólogos marinhos pensam que desta forma se libertam de parasitas ou se aquecem depois de um longo mergulho, em águas muito frias. O peixe-lua alimenta-se de peixes, algas e em especial medusas. Muitas vezes estes animais confundem os sacos de plástico com a sua presa favorita, e acabam por ingeri-los, podendo morrer. Por isso deixo-te um conselho de defensor dos oceanos: evita deixar lixo e sacos de plástico nas praias. Recicla-os!
Se quiseres conhecer o peixe-lua mais de perto, visita-o no Oceanário de Lisboa. No Aquário Central, o grande peixe-lua (Mola mola), espera por ti!
