Oceanário de Lisboa

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Aventuras do Vasco

Aventura na Floresta de Kelp

Vamos embarcar numa viagem ao mais antigo dos oceanos, o Pacífico. Este oceano foi baptizado por um navegador português: Fernão de Magalhães, que se distinguiu por realizar um dos maiores feitos do seu tempo: a primeira viagem de circum-navegação à volta da Terra. Foi nesta viagem que chegou a um novo oceano, o mais largo, o mais fundo e o com maior diversidade biológica. Neste oceano vivem, também, os maiores polvos, os maiores caranguejos, as maiores estrelas-do-mar e os maiores ouriços.

No Pacífico, mergulhei numa floresta de algas castanhas gigantes, onde descobri um animal inesquecível, a lontra-marinha. Este mamífero encontra neste habitat abrigo e alimento, e aí vive toda a sua vida. Muitas vezes, observei as lontras enroladas nas longas algas, a descansar e a dormir. O seu dia-a-dia é bastante atarefado e passam-no quase todo a cuidar do seu pêlo, para que fique impermeável e as proteja da água gelada onde vivem. Esta tarefa é muito importante pois, como não possuem uma camada de gordura, é o pêlo que permite às lontras manter a temperatura constante. Na verdade, a lontra tem o pêlo mais denso de todos os animais, com cerca de 800 milhões de pêlos no seu corpo! As lontras mergulham para caçar e à superfície utilizam uma pedra para abrir as carapaças e as conchas das suas presas. São os únicos mamíferos marinhos que utilizam ferramentas. Como são muito activas as lontras precisam de comer muito e, por isso, chegam a ingerir o equivalente a 100 hambúrgueres por dia! Estes animais enfrentam um dos maiores problemas ambientais da actualidade, a poluição. Por isso deixo-te um conselho de defensor dos oceanos: reduz, reutiliza e recicla tudo o que for possível, assim, ajudaremos a diminuir o lixo que chega aos oceanos.


Se quiseres conhecer as lontras-marinhas mais de perto, visita-as no Oceanário de Lisboa. No habitat do Pacífico, na floresta de kelp, duas lontras-marinhas (Enhydra lutris lutris), esperam por ti!